quinta-feira, 12 de abril de 2012

A CASA DA VÓ ROSA E DO VÔ ROSALINO - LAGUNA

Vó Rosa e Vô Rosalino e suas netas: Erica, Elaine e Gisele.
Foto - Vó Rosa, Vô Rosalino e minhas primas Ericka(maior), Elaine (média), Gisele (menor).
         

A casa da vó Rosa e do vô Rosalino, ficava na rua Toledo Pizza, nº (não lembro), bairro Magalhães, município de Laguna, estado de Santa Catarina. O terreno era pequeno, mas tinha muita coisa interessante:  um poço, um reservatório de água, o paiol, tanque,bananeira, goiabeira, romãzeira, amoreira, mini hortinha com cebolinha e salsinha, um pequeno jardim. Bem no fundo, do quintal, tinha a famosa "patente". Na parte da frente ficavam uma casa grande, com cores externa em verde e azul, onde moravam meus avós e tios. Ao lado, entre o poço e o muro, tinha a pequena casa de madeira, onde morava minha bisavó Itelvina, mãe do vô Rosalino. Na casa da bisa tinha uma porta, uma janela, uma cama de casal antiga e um fogão a lenha. Já a casa da vó e do vô tinha quatro quartos alguns com camas, outros com tarimbas, guardas roupas, cômodas, A sala tinha sofás, mesas com cadeiras e a cristaleira...nos anos 80 tinha uma televisão. Na cozinha tinha uma mesa comprida com dois bancos, uma geladeira, fogão a lenha, fogão a gás, armário aéreo, rádio. A dispensa tinha um armário e um paneleiro de parede. Na década de 80 foi construído um banheiro próximo à dispensa. Somente, as janelas da cozinha e da dispensa não eram de vidro, eram de madeira e fechadas com tramela. A casa tinha duas portas, a da sala fechada a chave e a da cozinha fechada com tramela. Quando era criança, e visitava a casa dos meus avós esperava a o tio Joaquim, que chegava de bicicleta, as comidas deliciosas da vó Rosa, as histórias do vô Rosalino, a praia com a tia Teresa, as namoradas do tio Zé e os discos do tio Antônio.


PAPAGAIO DE MADEIRA - DECORAÇÃO

Lembro muito bem,  quando vi aquele bicho de colorido, nas mãos do meu primo Jairo Martins, que disse ser um papagaio de madeira e que não me daria porque era uma decoração de sua mãe. Eu tinha 5 anos e morava em Laguna, Santa Catarina.





TEMPORAL E BATATA-DOCE

Mais ou menos ano de 1964. Local: minha casa, na Vila Rica, município de Siderópolis. O dia estava muito quente. Minha mãe preparava o lanche da tarde. O que seria? E ela disse:
- Vou fazer batata-doce cozida e amassada com leite! Eu gosto muito. Vocês, (eu e minha irmã Angelita e Anabel), também vão gostar! O calor continuava insuportável, o sol desapareceu e a chuva começou a cair e vinha acompanhada de vento, relâmpagos e trovadas. Em meio, a todo esse temporal, minha mãe se voltou pra nós e disse:
- Vamos esperar o tempo melhor para comer, pois numa hora dessas é perigoso!
E só acabou de falar um grande estrondo aconteceu juntamente acompanhado de um raio próximo a nossa casa.  Em poucos minutos fiquemos sabemos que nossa vizinha D. Neusa tinha perdido a voz. Como isso aconteceu, ninguém sabe. Só sei que diante desse fato, esperamos muito para comer e provar o lanche. Pra finalizar, quando provamos a bata-doce com leite, adoramos. O sol apareceu e o calor também!

RECEITA:  BATA-DOCE COM LEITE QUENTE


INGREDIENTES:
08 batatas-doce com casca
08 xícaras de leite quente

MODO DE FAZER:
Cozinhe as batata. Depois de cozidas retire as casca.
Amasse cada batata em um prato.
Regue cada batata com 01 xícara de leite.
Estão prontas! UUUAAAUU!!!
Devem ser comidas quentes.

RENDIMENTO:
08 porções

Batata-doce

quarta-feira, 11 de abril de 2012

JARDIM DE INFÂNCIA NOSSA SENHORA DE LOURDES - SIDERÓPOLIS

Nasci em 1959 e a primeira instituição educacional que frequentei, foi o Jardim de Infância Nossa Senhora de Lourdes, em Siderópolis, Santa Catarina. A história dessa instituição começa em 2 de setembro de 1956, com a chegada das irmãs da congregação... Como meu pai  trabalhava na Companhia Treviso, em 1964, eu e minha irmã Angelita fomos matriculadas no jardim, pois era direito dos filhos de funcionários. Num dia muito frio, ao chegarmos no Jardim de Infância e  fomos brincar no balanço, juntamente com a coleguinha Luzia Evangelista, que conosco morava na Vila Rica. A sineta (sinal) tocou. Não fomos para fila. A madre, nos deixou na rua, brincando, mas tremendo de frio. Minha mãe ficou sabendo e não gostou do castigo que nos foi imposto, pois eu tinha 5 anos, minha irmã 4 anos e Luzia 6 anos. Ela foi lá chamou atenção das freiras pelo acontecido. As freiras disseram que estavam certas e se desentenderam com minha mãe, que comunicou  a diretoria da Companhia Treviso o que tinha ocorrido, através de  correspondência e, informando que a partir daquela data, não frequentaríamos mais o Jardim de Infância.
Por esse motivo saímos dessa instituição. Fomos morar em outras cidades. Uns dez anos depois, voltamos a residir em Siderópolis e minha mãe se tornou amiga de algumas freiras do Jardim de Infância, porque faziam o "Ginásio" no Colégio Santa Bárbara. Hoje, as freiras não estão mais lá e o nome do Jardim de Infância também mudou. Passou a chamar-se "Instituto Nossa Senhora de Lourdes" e agora atende o "Centro de Educação Infantil Municipal Criança Cidadã."
Será que a magia do tempo fez justiça àquela três crianças "CIDADÃS"??? Na remota lembrança desta (criança (eu)  ficou o frio e a saudade do balanço, dos pequenos coleguinhas, da professora(que era uma freira) e do ambiente alfabetizador. Hoje resido em Criciúma, sou professora e consigo ver o feitiço do tempo.
12/04/2012. Anita Aparecida Martins